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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Um Parto Normal/Natural que aconteceu "por ai"

Porque o titulo da postagem é assim?!?
O que muito se pensa hoje é que, o parto é uma "coisa" inevitável, que toda mulher gravida tem que passar, varias passam por isso, e pronto. Cada parto é só mais um parto, não é visto nem tratado com o respeito de ser realmente aquele "único parto" para a mãe e o bebê.
Como contei no post anterior, cheguei ao Hospital e, só após 40 minutos de ter dado entrada é que o medico veio me avaliar. Para minha surpresa, o medico que estava de Plantão nesse dia, era o mesmo que havia feito minha consulta na Sexta-Feira, então já o conhecia, isso me deixou mais a vontade.
Ele fez o Exame de Toque, constatou que já estava com 4 cms de dilatação, então mandou me internar.
Bom, dali em diante é tanta “coisinha”, por vezes a memoria embasa, ora pela ansiedade, ora pela dor, ora pelo medo do desconhecido, medo do que está por vir e ainda não sabemos como é.
Estava com meu marido, mas os dois estávamos sozinhos, você não tem com quem tirar duvidas, pois todos estão correndo e “ocupados demais para te doar uns sagrados minutos”, colocaram analgesia e estouraram minha bolsa, para acelerar o parto.
Colocaram um aparelhinho para controlar as pulsações do bebê e, ali fiquei o resto da madrugada, naquele lugar estranho, cheio de gente indo e vindo, se olhava para a cara do meu marido era visível o “desespero ou medo” dele, não sei ao certo, mas ele estava pálido e tenso, isso não me trouxe muito alivio, vi que ali todo o esforço seria meu mesmo e só eu poderia fazer todo aquele trabalho, não havia forma de delegar “um pouquinho do serviço” (rsrsrs).
Acredito que por volta de umas 08:05 ou 08: 10 hs (nesse momento a memoria embasa e não tenho mais noção do tempo) sinto uma pressão estranha e peço para meu marido chamar uma enfermeira.
Ela avaliou e saiu mais rápido que correndo, logo veio um montão de pessoas e foram me levando, naquele momento meu desespero me levou a cogitar um jeito de sair dali, serio, na primeira gestação, no primeiro parto, o medo do “não saber como é”, me deixou desconsertada, pelo menos foi assim  comigo.
O que irei relatar a seguir aconteceu em instantes (eternos para mim), me posicionaram, deitada com as pernas estendidas para cima e dobradas, como ficamos nas consultas ginecológicas nas quais fazemos o exame de Papanicolau, tinha um anestesista ao meu lado direito (muito grosso e estupido por sinal), do lado esquerdo se posicionaram duas enfermeiras, no meio das minhas pernas se encontrava o Obstetra que começou a me espetar com um agulha, eu sinceramente não entendia o porquê, reclamei com um: -“Ai!”, ele me perguntava se ainda sentia e me espetava de novo, acho que ele não acreditava que eu ainda poderia estar sentindo e me perguntou novamente: -“O que estou espetando?”, imaginem o que me deu vontade de responder, mas meus princípios de educação me fizeram responder: -“UMA AGULHA”,  então colocaram mais anestesia no local. Eu não sabia, não me perguntaram e nem me informaram, mas estavam me preparando para fazer uma Episiotomia (corte entre a vagina e o anus).
Quando o inevitável empurra-empurra instintivo começou, um enfermeiro surgiu do meu lado direito, montou no meu tórax e começou a empurrar com força minha barriga para baixo, foi uma loucura, tudo muito confuso para mim, muito assustador, de verdade (foi minha experiência não quer dizer que você se sentirá assim, minha mãe teve cinco filhos assim e não reclamou de nada), mas nesses momentos minha preocupação foi minha maior motivadora: dar a luz minha filha e ouvi-la chorar, só assim saberia que tinha feito um bom trabalho e que ela estava bem.
Meu marido olhava para mim, olhava ela enquanto nascia, e quando ela saiu completamente, ele me disse sorrindo: “Nasceu”. Às 08:15 hs do dia 25 de Abril de 2007, com 4 quilos e 52 cms.
Ouvi ela chorar! E serio, respirei tranquilamente extasiada pela primeira vez nesse dia, mas para mim parecia que estava respirando tranquilamente pela primeira vez em meses J

Depois de tudo isso só me restava expulsar a placenta, que foi muito rápido e nem senti, depois veio a costura do “cortinho”.
Mas para ver novamente minha filha foi outro sacrilégio, me deixaram abandonada em uma sala esperando a acomodação de um leito, eu estava sozinha, sem ninguém, não sabia onde minha filha estava nem com quem, ESTAVA COMPLETAMENTE SOZINHA, momentos que não desejo a ninguém, minha filha tinha que estar comigo, minha filha tinha que mamar, eu estava exausta, com muita sonolência e entre uma cochilada e outra comecei a ver meus peitos “vazando”, quanta ansiedade Meu Deus!
Estavam me arrancando meu momento com minha filha, eu queria, e era do meu direito que minha filha mamasse antes de qualquer coisa!
Para finalizar de forma rápida, fui para o quarto, com dor por causa do “bendito (coloquei um antônimo para não colocar o adjetivo que eu colocaria de verdade) corte”, depois de muito pedir, e de me estressar e pedir exigindo, trouxeram minha filha!!! UFA!!!!!!
Estive com ela dentro de mim durante nove meses e, as primeiras horas dela me foram tiradas assim, de qualquer forma, com ou sem qualquer direito hábil, sei lá, talvez porque se crê que todas passam por isso, talvez porque se crê que há um protocolo a ser seguido e como é assim com todo mundo, deve estar certo.
É por mais estes motivos que resolvi averiguar, pesquisar um jeito mais humano, um jeito mais seguro. SIM! Mais seguro, que assegure meus direitos e meus desejos como mãe, como parturiente, estou dando a luz aquela vida uma única vez na vida, é comum para os médicos e hospitais, mas para mim é uma única vez, e para minha filha existiu só um único parto, é obvio não é mesmo? Ela nasceu uma única vez!!!!

Como foi seu parto? Foi normal/natural ou cesárea? Você conhece alguém que fez parto domiciliar? Conte-me, me ajude nesta pesquisa.
Grande beijo ;)

Vanesa.
vanesa@anjostore.com.br

terça-feira, 11 de junho de 2013

Parto Humanizado


Parto Humanizado – Parto Natural/Normal – Parto em Casa – Parto em Banheira

São termos que pairavam por momentos em meus pensamentos antes mesmo de engravidar pela segunda vez.
A partir do momento que engravidei, hoje com 16 semanas de gestação, comecei a procurar informações.
De certo uma coisa é concreta, antes não se tinham informações, não se tinha acesso a elas caso houvesse, só grupos seletos detinham alguns “saberes”.
Hoje as mulheres são mais determinadas, se respeitam mais, sabem com mais certeza o que querem para elas e seus filhos e, em uma era de pura e eletrizante informação, chegar às informações se torna um “bocadinho” mais fácil.
Então, o que é Parto Humanizado? O que é Parto em Casa? (Oi???? Em casa???) O que implica uma cesárea? O que é uma Episiotomia? Quais riscos? Qual melhor escolha? Quais medos devo encarar e enfrentar, quais são prudentes manter? Qual é o melhor jeito para meu filho e para mim de dar a luz?
Poxa, é uma sopa, é um bombardeio de duvidas, com um monte de informações. (UFA!)
Como posso organizar? Começarei pelo ponto de partida ( J )
Contarei como foi meu primeiro parto e porque tomei a determinação de ir mais a fundo com a ideia de um parto em casa, de um parto humanizado, por que resolvi me “aventurar” nesse mundo ainda muito desconhecido para a maioria das mulheres e, negado a elas pelo próprio desconhecimento.

Fiz o pré-natal com o mesmo medico durante a gestação inteira. Minha filha desde sempre esteve na posição certa (cabeça para baixo), mas quando cheguei na semana 37 para 38, um dia estava de pé e senti ela encaixando, senti a barriga dando “aquela descidinha”, pensei: “Agora é a hora, daqui a uns dias ela estará em meus braços”.
O dilema de pagar para “meu” medico participar do parto ou não era grande, não dispúnhamos de muito dinheiro, ora pensava que tínhamos que pagar, ora pensava que era melhor investir esse dinheiro na minha filha, enfim, ele cobrava um valor por parto normal e o dobro caso fosse cesárea.
Quando foi no dia 20 de Abril de 2007 (uma Sexta-Feira me lembro muito bem) fui a uma consulta marcada com um Obstetra Plantonista do hospital onde teria minha filha, fiz assim por orientação de varias pessoas. -”Vai lá ao hospital, marca com plantonista e se você gostar e se sentir segura, você não precisa pagar para ‘seu’ medico”.  Achei uma ideia plausível.
Continuando, o medo da humanidade (acredito eu) sobre plantonistas obstetras é que sejam os “recém-formados” (não se ofendam aqueles que acabaram de se formar, vocês sabem que existe esta preocupação por parte da mãe que esta indo a dar a luz o seu maior tesouro: seu filho). Cheguei à minha consulta marcada e para minha surpresa, quem me atendeu foi um plantonista que era formado há muitos anos, super experiente e, um dos acionistas do hospital (achei o máximo!).  Aproveitei e contei a ele sobre o “encaixe” da minha filha nesses dias passados, sobre dores fortes que estava tendo, ele fez o rotineiro exame de toque, constatou que minha filha já estava baixa e que eu estava com 1 cm de dilatação.
Na Segunda-Feira seguinte (dia 23 de Abril) fui à consulta semanal com “meu” medico, não contei a ele que havia ido a uma consulta na Sexta-Feira, ele fez o exame de toque e me informou que minha filha estava alta e que eu não tinha dilatação alguma (alguma coisa estava errada, pois eu sabia que meu corpo estava se preparando pro momento final, o parto, meu instinto dizia que o medico “plantonista” havia dito a verdade). Ele mandou que eu fosse ao banheiro me vestir (como de costume) e, nesse instante disse a meu marido (consegui ouvir desde o banheiro) que eu estava fraca, e que se estava sofrendo tanto sem estar em trabalho de parto ainda, não aguentaria parto normal e teria que ser cesárea.
Oras!!!! Eu sou a mais velha de 5 irmãos, minha grandiosa Mãe, Dona Mónica, teve todos seus filhos de parto normal, minha expectativa, meu desejo e meu sonho era ter PARTO NORMAL também, eu ia ter Parto Normal!!!! (Ixiiiii contrarie mulher gravida para você ver o que acontece!! A bichinha fica brava!!)
Na Terça-Feira, dia 24, as dores abdominais estavam muito acentuadas, o simples fato de sentar e levantar de uma cadeira era um esforço extraordinário.
A partir de meia noite, ou seja, de Terça para Quarta (25 de Abril) comecei com dores mais fortes, mas as palavras dele, o “meu amado medico”, retumbavam na minha cabeça que nem bombo, pior que martelo, meu sentimento era: “Eu sou forte, eu aguento!”. Então, como orientado, quando sentisse cólicas ou dores na gestação era para tomar Buscopan Simples, 1 a 2 comprimidos, tomei um Buscopan.
Passou uma hora e meia, sem aguentar de dor, mas focada em que “tinha que aguentar” tomei o 2º comprimido, essa preocupação em “aguentar” me tirou do foco, e não reparei que estava tendo contrações de parto e, que o tempo entre elas diminuía.
Não tinha mais jeito, acordei meu marido às 3 hs da manha e disse que precisava ir ao hospital tomar Buscopan na veia (!!!!!!). Ele sonolento, resmungando um pouquinho, pois não sabia que eu estava a 3 horas me debruçando, ficando de cócoras, me agachando, me contorcendo, tentou me convencer de deitar e ficar “quietinha”, eu disse: “QUERO IR AO HOSPITAL AGORA”. Acho que o assustei, porque o homem pulou na cama, e lá fomos nós, tomar “Buscopan na veia” (rsrsrsrsrs)
Resumindo, adivinha adivinhador... Logico! Estava em trabalho de parto, com 4 cms de dilatação. Ali fiquei, no hospital mesmo.
Como foi o parto, durante e depois, eu vou contar também, mas para resumir esta parte, contando sobre a “ganancia inescrupulosa” do “meu” medico, 08:15 hs do dia 25 de Abril de 2007 dei a luz minha filha, de Parto Normal/Natural. Ao meio dia, recebi uma ligação da secretaria do “meu” medico (coisa que NUNCA havia acontecido ate então), perguntando como me sentia, se estava tudo bem, respondi: “Diga ao Dr. Fulano de Tal que minha filha nasceu hoje, às 08:15 hs de Parto Normal, pesando 4 quilos com 52 cm, com ótima saúde”, ela pediu para esperar que iria falar com ele, retomou à ligação me dizendo: “O Dr. Fulano de Tal lhe deseja felicidades e só queria saber se estava tudo bem”... Ahhhh Vá!!!!
Ele já sabia ate o dia que iria ter o parto, muita falta de vergonha na cara, isso sim! Teria me evitado tanta preocupação, teria me deixado “curtir” melhor meu momento se não tivesse sido tão sem ética e ganancioso.
E é por esses e outros traumas, ou problemas que, não contente, e inquieta que sou, procurei “outras opções”.

Estou iniciando minha pesquisa, podem me acompanhar, opinar, me ajudar!
A cada avanço, lhes conto mais um pouquinho.
Agora estou participando de Rodas de Gestantes, promovida por uma Doula. Sim! Uma Doula! Eu nem sabia que existia uma pessoa assim, mas também vou lhes explicando o que “ela é”, o que “ela faz”, porque é bom ter “ela por perto”, ainda não sei, estou na descoberta, comecei agora ;)

Ela é meu maior tesouro, aproveitando o mês das festas Juninas,
posto uma foto dela, para mim, esta imagem passa paz e felicidade.
Seus braços estendidos e abertos apontados para o céu!
IDADE: 14 meses.


Este post é o inicio da minha historia como Mãe.
Adoro compartilhar isso com você.

Pode me encontrar no vanesa@anjostore.com.br

Beijos ;)
Vanesa.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Estrias: Como Evitar e Como Tratar.

As estrias são lesões causadas pela degeneração das fibras elásticas da pele que ocorrem por sua distensão exagerada ou devido a alterações hormonais, é como se o elástico da pele esticasse ao ser puxada muito forte.
Na gravidez as estrias aparecem principalmente na barriga, por razões óbvias, mas podem aparecer também nos seios e, em outras partes do corpo.

COMO EVITAR? 
O surgimento das estrias depende de uma tendência pessoal. Algumas pessoas as desenvolvem mesmo com pouca distensão da pele e outras não desenvolvem estrias nem na gravidez, quando a distensão da pele é muito grande, portanto a genética é um fator muito importante.
É recomendável a hidratação intensa da pele com cremes e loções hidratantes para tentar evitá-las, principalmente em pessoas com histórico familiar de estrias. Deve-se beber pelo menos 2 litros de agua por dia e evitar engordar demais e rapidamente, eliminando doces e gorduras da dieta e praticando exercícios físicos regularmente. 

COMO TRATAR?
As estrias são lesões irreversíveis, portanto não existe um tratamento que faça a pele voltar ao que era antes. Os tratamentos visam melhorar o aspecto das lesões, estimulando a formação de tecido colágeno subjacente e tornando-as mais semelhantes à pele ao redor.
Até o parto e, durante o período de amamentação, o que os médicos costumam indicar são cremes hidratantes, ou de algas marinhas, com ureia a 5% e éster de Vitamina C 0,05 a 1% para massagens diárias nos locais mais frequentemente acometidos. Emolientes calmantes como a calamina podem também ser indicados se há coceira na região.
Depois desse período várias técnicas podem ser empregadas, lembrando que

DEVE EXISTIR O ACONSELHAMENTO MEDICO, entre elas:
 

> Tratamento com ácidos: alguns tipos de ácidos, especialmente o ácido retinóico, estimulam a formação de tecido colágeno, melhorando o aspecto das estrias. Deve ser evitada a exposição solar.
> Peelings: os peelings tem a mesma ação dos ácidos, no entanto, de uma forma mais acelerada e intensa, geralmente levando a um melhor resultado. Também deve ser evitada a exposição solar.
> Subcisão: esta técnica consiste na introdução de uma agulha grossa, com ponta cortante, ao longo e por baixo da estria, com movimentos de ida e volta. O trauma causado leva à formação de tecido colágeno no local, que preenche a área onde o tecido estava degenerado. Provoca equimose (mancha roxa), que faz parte do tratamento, pois a reorganização do sangue também dá origem à formação de colágeno.
> Dermoabrasão: o lixamento das estrias provoca reação semelhante à dos peelings, com formação de colágeno mas com a vantagem de regularizar a superfície da pele, que ganha mais uniformidade, ficando mais semelhante à pele ao redor.
> Intradermoterapia: consiste na injeção ao longo e sob as estrias de substâncias que provocam uma reação do organismo estimulando também a formação de colágeno nas áreas onde as fibras se degeneraram. Além disso, a própria passagem da agulha provoca uma discreta subcisão.
> Laser: a aplicação do laser provoca o fechamento dos pequenos vasos nas estrias avermelhadas e promove a formação de novo colágeno, com diminuição do tamanho das estrias recentes ou antigas.
> Luz Intensa Pulsada (IPL): é uma luz diferente do laser emitida por um aparelho de banda larga. A sua eficácia é conhecida para o tratamento contra o envelhecimento na promoção de colágeno e ordenamento das fibras elásticas.


 
Para melhorar (mesmo!) as estrias normalmente são necessários vários tratamento.
Estes são procedimentos médicos, apenas os médicos devem realizá-los, indicando o que for melhor de acordo com cada caso. Os melhores resultados costumam aparecer com a associação de mais de um método.

Tem duvidas? Nos escreva!
Vanesa.
vanesa@anjostore.com.br