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sexta-feira, 15 de março de 2013

Limites para uma criança, existem?

Como impor limites?

Cada um tem um segredo e, aquele que não tem ainda, vive em busca de um.

     Como educar nossos filhos?    Ate onde eles estão sendo mimados, desrespeitosos, desafiadores?
                           Ou, simplesmente estão sendo crianças?                                 
                                                     Qual método é valido: castigar, conversar, deixar fazer, deixar falar?
            Como saber qual é “a coisa certa” a ser feita se tratando da educação de um filho, se tratando da formação de um ser humano?

Quantas questões que invadem e crucificam a maioria dos pais e mães!

Um caso:
“Meu filho esta na fase de pintar as paredes com canetinha, eu deixo, porque a parede depois eu posso pintar, de qualquer forma um dia terei que pintar a parede mesmo”

A questão é:

A). Está certo, temos que deixar a criança extravasar seu lado “artístico” afinal, parede é só pintar novamente, estamos falando de uma criança que esta começando sua vida agora e quer experimentar e conhecer o mundo.

B). Não é certo, impor limites faz parte do entendimento de que nem tudo é licito e permissível, ensinando que não pode pintar as paredes (mesmo que depois eu possa pintá-las) é mostrar a meu filho que há limites, e existem brincadeiras que ele pode fazer sem ser “estragando a pintura da parede”, tipo, pintar e desenhar com canetinha em um papel ou caderno.

Então entramos em um dilema: Qual postura está certa e qual está errada?
Vou me pronunciar, talvez você não concorde comigo e, claro, fique a vontade para expor seu pensamento.

Impor limites a um criancinha é positivo tanto para a criança como para os pais. Primeiramente estamos preparando nosso filho para o mundo, não é mesmo? É essa nossa função! Cuida-los, educa-los e prepara-los para serem seres humanos adultos dignos, portanto, acredito que a opção “B” seja a mais adequada.

Por experiência própria, educar filhos nos anos “doismil’s”, tempos de computador, e-mail, telefones celulares, ipad, ipod, babás, TV por assinatura com 200 milhões de canais, TV 3D, redes sociais, Google, DVD, Pendrive, Bluetooth, Celulares com GPS, câmera fotográfica, filmadora, etc., etc., é bem mais difícil do que antes quando a maior diversão era bater bola no campinho ao lado, e para as meninas, juntar com as amigas e ver qual bonequinha estava mais bonita.

Por quê?

Simples, as crianças de antes, ou seja, nós, não éramos bombardeados com tantas informações, nossa ocupação era sermos crianças normais, éramos socializados e, não por isso deixamos de tornar-nos adultos com habilidades e bem sucedidos em aquilo que escolhemos para nós, respeitávamos muito mais, achávamos que a professora era o ser mais inteligente da faz da Terra, a vovó era uma velinha bonitinha que nos dava balinha e fazia pudim de chocolate e nós amávamos muito e adorávamos ir visita-la.

 Já com nossas crianças, sinceramente, fico preocupada, talvez não com o 2013 ainda, mas sim com o 2023. Sim, sou mãe e penso no futuro da minha filha, imagino como será daqui a 10 anos, sendo que hoje aos 5 anos, sem ter ensinado, só pelos simples ato da observação, sabe entrar na internet, ligar todos os aparelhos eletroeletrônicos da casa, sabe “jogar joguinho” no celular, tem expressões ou opiniões que não condizem com a idade. Limitar para mim foi uma solução! Porque a amo e quero que seja uma criança agora com um desenvolvimento adequado, nada de pular etapas. Cada fase seu encanto!

Assim ensinando a ela que, nosso limite vai até onde começa o limite do próximo e, respeitar isso é muito digno!
Deixo uma fotinho engraçadinha...
 
 

Beijão e obrigada pela visita ;)
Vanesa.
vanesa@anjostore.com.br

segunda-feira, 11 de março de 2013

Não consegui amamentar!

“Não tive leite o suficiente e não tenho culpa!”

Sabiam que grande parte das Mães tenta amamentar e não consegue?

Isso se torna uma tortura, um peso e, infelizmente, muitas vezes leva a uma depressão pós-parto. Tanta propaganda incentivando a amamentação deixa essas mães com o sentimento de dever não cumprido, sentimento de divida com o filho.

Vamos ler o depoimento de Joanna T. Gomes dos Santos, de Belo Horizonte. Ela teve essa experiência e, nos conta o que sentiu e como fez para superar isso.

“Meu filho nasceu com 2,900kg, era um bebe pequenininho e lindo. No primeiro dia já colocaram ele no meu peito para estimular o colostro, ele aprendeu a pegada muito rápido e eu estava feliz iniciando a amamentação com meu filho. No quinto dia, voltei com ele ao medico, e foi constatada icterícia, ficamos internados e algo estranho aconteceu, uma enfermeira tentou tirar leite do meu seio e não conseguiu coletar nem 5 ml.  Nos dias subsequentes, meu Anjinho chegava a ficar 4 horas seguidas no meu peito, a madrugada inteira, e eu estava exausta. Eu ficava o tempo todo procurando informações no Google, cheguei a ir a um banco de leite para ver se eu estava fazendo algo errado e, até saia leite do meu peito, mas não era o suficiente.  Os médicos pediam para deixar apenas 15 minutos em cada seio, mas eu ficava muito mais. Nunca senti meu peito inchar ou desinchar de leite. Comecei a entrar em depressão porque eu tinha que amamentar, todos os médicos e propagandas diziam isso.

Uma vez li que, apenas não amamenta quem não quer. Mentira! Eu não tive leite o suficiente. Culpei-me muito, chorei demais.  No primeiro mês, meu bebê ainda não tinha alcançado o peso do nascimento.

A pediatra disse que eu teria que complementar a amamentação. Isso foi outro problema, tentei dar o complemento (NAN Confort) na colher, por meio de sonda em quanto ele mamava, porque eu tinha pavor de pensar em dar uma mamadeira e ele largar meu peito. Ficava louca só de pensar, eu briguei com minha família por causa disso, eles davam mamadeira escondido enquanto eu ia ao supermercado. A essa altura, a depressão me consumia, eu já não dormia e chorava muito, até que um dia escutei uma mãe dizer que eu não era culpada, que aquilo é comum e, acontece com muitas mães. Meu filho precisava ficar forte.

Certo dia deixei ele 15 minutos em cada seio, como recomendado pelo medico, e ofereci a mamadeira  depois, ele mamou tudo de primeira e, queria mais, nunca mais parou. Para aliviar minha culpa, meu lindo filho me ajudou, nos 4 meses seguintes, ele ficava pacientemente no meu peito e depois tomava a mamadeira. Ele parou de amamentar devagar, assim que começou a tomar suco e comer papinha.

Eu deveria ter oferecido o complemento desde o início, teria evitado vários problemas.  O mais importante é que não sou uma péssima mãe por não ter tido leite o suficiente, não tenho culpa! Eu tenho o meu milagre, meu filho! Eu tive a sorte de ter alguém que me disse ‘a culpa não é sua’, espero estar dizendo o mesmo para você.”



Deixo bem claro que, a amamentação com leite materno é o alimento mais saudável e indicado caso você tenha como dar peito a seu filho/a, certo? Mas não é o único alimento que você tem a oferecer a seu filho/a, caso você não tenha leite, leia no post sobre RELACTAÇÃO, uma técnica para ajudar a estimular o aleitamento materno.

Espero que você tenha se emocionado com a historia da Joanna, assim como eu, acredito que muitas mães tenham passado ou estejam passando por isso e, se você ainda não tem filho, lhe sirva de experiência, caso passe por uma situação similar.

Despeço-me mais do que feliz! Já sabe, qualquer duvida, ou depoimento que queira nos dar, uma historia que queira nos contar, fique a vontade, vou adorar conversar com você!!!
;)

Vanesa.
vanesa@anjostore.com.br

 

sexta-feira, 8 de março de 2013

FELIZ DIA DA MULHER!!!

Feliz Dia Mulher, Mulher-Mãe, Mulher-Avó, Mulher-Tia, Mulher Irmã, Mulher-Amiga, Mulher-Companheira, Mulher-De-Qualquer-Jeito: MULHER!!!!
 
 

quarta-feira, 6 de março de 2013

Técnica de aleitamento materno: RELACTAÇÃO

Canjica, chá da mamãe, homeopatia, cerveja escura, água, muita água, etc. Você já tentou de tudo para ter leite suficiente para amamentar seu bebê mas, até agora isso não ajudou a aumentar sua produção de leite e, seu bebê chora desesperado por alimento.
 

A pergunta fica no ar: Não tenho muito leite porque meu bebê mama pouco ou ele mama pouco porque tenho pouco leite?

Alguns podem dizer também que o seu leite é fraco e por isso o bebê chora. Ao contrário do que se pensa, presta muita atenção no que vou te dizer:
MESMO ADOLESCENTES E ATÉ MULHERES DESNUTRIDAS SÃO CAPAZES DE PRODUZIR LEITE COM BOAS CARACTERÍSTICAS NUTRICIONAIS, ENTÃO ESQUECE A IDEIA QUE SEU LEITE É FRACO!!!!! 

Pesquisei bastante e achei técnicas super interessantes para incentivar o aleitamento materno e, claro, quero compartilhar tudo com você.

RELACTAÇÃO OU TRANSLACTAÇÃO.
O que é?

 
 
A Relactação ou, também chamada de Translactação, é uma técnica que ao mesmo tempo em que supre a alimentação, incentiva a sucção no peito, levando o bebê a reaprender esse mecanismo, que induz a produção do leite pela estimulação dos hormônios prolactina e ocitocina. O objetivo maior desta técnica é resgatar a amamentação e a produção de leite diminuída ou perdida.

A Relactação é indicada para bebês:
 a. Que largaram o peito para usar a mamadeira, querendo sua mãe voltar amamentá-lo;
 b. Com sucção pouco eficiente, ordenhando pouco leite e com baixo peso;
 c. Que rejeitaram o peito;
 d. Prematuros que não conseguem ordenhar todo o leite necessário;
 e. Doentes - cardíaco e outros – que não podem fazer esforço;
 f. Portadores de síndromes, caso haja dificuldade na sucção;
 g. Recém-nascidos, cujo colostro da mãe não desceu, por motivos de saúde.

A Relactação é indicada para Mamães:
 a. Cujo leite não desceu ou parece ser pouco inicialmente;
 b. Que tomou medicamento para secar o leite e quer retomar a amamentação;
 c. Que adotou um bebê e quer oferecer o seu próprio leite, direto do peito;
 d. Com hipogalactia (já abordado no post anterior).

Primeiros passos para a Relactação.
É necessário se ter plena consciência que é trabalhosa, exige dedicação e persistência, mas traz resultados surpreendentes. Não oferecer durante o processo todo nem mamadeira, nem chupeta, pois todo esforço pode ser perdido, se houver necessidade de complementação deve-se usar copinho. A ajuda de familiares ou empregados com os demais trabalhos é bem vinda, pois é um momento de total dedicação da mãe.

Materiais utilizados para a técnica de Relactação:
1. Sonda Levine nº 4 ou 5 (cateter estomacal, gástrico ou uretral) - encontrado em lojas de produtos hospitalares;
2. Seringa descartável ou recipiente de leite (pode ser um copinho ou mamadeira);
3. Fita crepe ou micropore para prender o cateter ao seio.

Para fazer seu próprio kit você vai precisar de:
 
Sonda Nasogástrica ou Uretral – Nº 4 ou 5. 


  

Sonda cortada e colocada no bico da mamadeira.  

 

Bebê mamando no peito com a sonda acoplada na mamadeira (leite artificial).  
 
 
Como fazer a Relactação?
• Introduzir a ponta do cateter de 2 a 3 cm ao lado ou por cima do mamilo, cuidando para não ultrapassar a ponta do mamilo e colar o micropore para segurar a sonda no seio;
• Colocar o bebê no peito, verificar pega (o bebê deve abocanhar toda a auréola, não deve fazer covinhas ou barulhos);
• Colocar a extremidade mais larga do cateter na vasilha com leite;
• O recipiente do leite deve ficar abaixo do nível da boca;
• Se o bebê tiver ordenhando muito rápido o leite do recipiente, pode-se diminuir o calibre do cateter, com auxílio de um clipe ou apertando com dedo.
 
 
Importante: 
  • Não dar outro líquido ao bebê;
  • Acalmá-lo, colocando-o nu, junto à mãe (debaixo chuveiro, aconchegando, cantando, andando, ou que sentir que seja melhor);
  • Mãe e bebê estarem calmos e relaxados;
  • Usar leite que o bebê está acostumado. O leite ordenhado somente quando estiver habituado;
  • Pingar o leite com seringa ou conta gotas nos lábios do bebê e mamilo e aréola da mãe (cheiro-sabor);
  • Estimular a busca e continuar pingando leite;
  • Quando o bebê iniciar a sucção, introduzir sonda e ir pingando leite a cada sugada
  • Assim que melhorar a sucção, introduzir a sonda no copinho com leite ou mamadeira;
  • Realizar ordenha de 2 em 2 horas mesmo sem leite e guardar o leite retirado para a próxima mamada;
  • Oferecer o peito sempre que puder.
Que prazer poder compartilhar com você tudo o que aprendi!!!!
Obrigada por ter lido e acredito que como eu, tenha ficado feliz em saber sobre as possibilidades que esta técnica traz, compartilha com tuas amigas e parentes, fale sobre este assunto, nunca sabemos quem pode estar precisando.
Desde já, grande beijo ;)
 
Vanesa.
 

terça-feira, 5 de março de 2013

Hipogalactia – Baixa produção de leite materno

Como estamos?
Após ter pesquisado muito sobre gestação, me veio à cabeça: "a Amamentação".
Resolvi então abordar diversas questões sobre este abençoado, mas polêmico assunto.

O QUE É HIPOGALACTIA?

Talvez este é um termo que você não tenha ouvido falar nunquinha na sua vida, como eu.
Termo diferente e, só li sobre ele enquanto "comia" informações sobre aleitamento materno.
A hipogalactia pode ser primária ou secundária. A primária ocorre desde o início do aleitamento e depende diretamente das glândulas mamárias, por hipoplásica, nutrição deficiente, doenças consumptivas, psicossomáticas, etc. A secundária ocorre mais tarde geralmente por erro de técnica, defeito de sucção, malformações, conformação dos mamilos, o que leva a um esvaziamento incompleto das mamas. As causas são inúmeras e os principais sinais de “baixa produção” láctea são:

1- Insaciedade do bebê após as mamadas:

2- Aumento da demanda do bebê:
 

3- Menos que 6 fraldas molhadas em 24 horas:

Se essas condições estiverem presentes, é necessário investigar a real causa da hipogalactia e, a orientação é o aleitamento com mais frequência, oferecendo as duas mamas sobre livre demanda, dar tempo para que o bebê faça o esvaziamento completo. A mamãe deve melhorar a dieta, a ingesta hídrica (beber muita água) e amamentar o bebê a noite (período em que há maior secreção de prolactina). Existem algumas técnicas, como as compressões das mamas durante o aleitamento e o auxílio da acupuntura, que podem ajudar a aumentar a produção de leite, mas devem ser feitas por um profissional experiente e especialista em lactação. Neste sentido, em casos extremos é possível realizar intervenção com galactogogos, que são ervas e medicações capazes de estimular a produção de prolactina e ocitocina.
Outra solução é fazer a Relactação ou Translactação, vou te explicar o que é e como fazer este processo amanha.

Alguma duvida sobre este assunto? Me manda um e-mail ou comenta no post mesmo.
Grande beijo ;)

Vanesa.
vanesa@anjostore.com.br